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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

METAFÍSICA

O ministro da ditadura de Getúlio Vargas, apelidado no tempo de Chico Ciência, era Francisco Campos, o autor da carta constitucional de 1937, outorgada ao povo num frio golpe militar do mesmo ano. Coube a Francisco Campos efetivar uma das melhores reformas educacionais, com a criação dos vocacionais pré-jurídico, pré-médico e pré-técnico. Como aluno do primeiro, estudei filosofia e recolhi noções de metafísica, ciência suprema, que estuda a natureza ou a substância do real, e constitui o fundamento da ética aristotélica. Forma superior de vida contemplativa, que proporciona felicidade ao homem.

Conheci sobre o assunto o pensamento de Descartes, Spinosa e Leibniz. Estudou-a Wolf. O criticismo de Kant assinalaria a crise mais grave da metafísica, e contra esta reage Lomte para quem o estado metafísico não tem originalidade e a ele o francês se refere de modo pejorativo. O materialismo nega a metafísica.

"Em grande parte, como já se observou, os movimentos filosóficos que preconizam o retorno à metafísica, tendem a ignorar o Kantismo, o positivismo e o materialismo histórico. Entre as principais representantes da metafísica contemporânea, devem-se mencionar Blondel, Max Scheler, Nicolai Hartman e Alfred N. Whiehead, Henri Bergson e Martin Heidegger... Para Bergson, que retoma em seus livros fundamentais os temas da metafísica tradicional (Deus, a imortalidade da alma e a liberdade), a matéria é inércia, geometria e necessidade, a vida é contingência e espontaneidade, e o espírito, liberdade e criação..." Para Heidegger filosofia quer dizer metafísica.

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Sei muito pouco sobre esses temas que envolvem profundos e graves conhecimentos filosóficos. Mas me entusiasmo no momento em que tomo ciência de que no Piauí se efetivará, dentro de pouco tempo, a I Conferência Metafísica Piauí/Brasil/Estados Unidos, para desenvolvimento de temas metafísicos dos mais interessantes e oportunos, na palavra de ilustrados conferencistas. Acontecimento de estudos idênticos promoveu em São Paulo a Fraternidade Pax Universal, em junho deste 1990, contribuindo-se para uma vida mais saudável e harmoniosa da imensa coletividade paulistana.

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A festa espiritual e cientifica do Piauí tem como idealizadora e promotora a educada e culta Dra. Dulce Duarte Pinheiro Correia, com o apoio de diversas instituições educacionais e literárias e pretende estudar assuntos do mais relevante valor social: os conflitos provocados pelo crescimento urbano e o equilíbrio do homem no seu processo de vida, com o objetivo de proporcionar reflexões e introduzir grupos interessados na prática do autoconhecimento a partir da visão metafísica. Existem oportunidades de novas relações voltadas à verdade existencial, conforme admitem os organizadores da programação, para o período de 9 a 11 de novembro porvindouro.

O projeto da conferencia já se encontra elaborado por pessoas da melhor categoria intelectual, como Dulce Duarte Pinheiro Correia, Antônio de Deus e Maria do Socorro Caldas Borges, que sustentam esta verdade: "Os momentos difíceis que vivemos provocam tensões, angustias e medos. Esse estado de insegurança se reflete em nosso organismo gerando doenças físicas e toda espécie de sofrimento. A falta de informação faz com que esses sofrimentos se multipliquem numa cadeia infinita. Mas para todo mal há uma solução e o melhor caminho é aquele que conduz à serenidade, ao autodomínio e a perfeita felicidade".


A. Tito Filho, 29/09/1990, Jornal O Dia

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

LÍNGUA

Cada dia que passa mais se deteriora o ensino do português, - um ensino que padece, desde longos anos, de malferidos princípios didáticos, métodos antipedagógicos e de sisudez professoral - magister dixit empanturrado de sabedoria falsa e empáfia verdadeira. Regras, regrinhas e regrões entopem as páginas de dezenas de gramáticas, e cada uma delas oferece lições novas, a modo de originais e sábias.

Para entendimento de cousas simples, e nomes esquisitos, geralmente gregos, para batismo de fenômenos ao alcance de humildes inteligências. Os compêndios de ensinança se abastecem de denominações como catacrese, apócope, rizotônica, ênclise, zeugma, endoidecedoras de pobres estudantes do idioma. Na década de 60 criou-se a nova nomenclatura gramatical brasileira, nascida oficialmente de Ministério da Educação e assim imposta ao magistério, em todos os cantos do país. Agora a gramática seguiria a bitola convencional. Oficializava-se a reza ou recitativo dos compêndios no ensino da fonética, da morfologia, da sintaxe. Nesse figurino sujeito e predicado constituem os termos essenciais da oração. Deslembraram-se do significado de essencial: indispensável, necessário, e logo se decretou a existência da oração sem sujeito, aquela dos verbos expressivos de fenômenos da natureza, quando a esses verbos muito bem se atribuiria sujeito interno, como fazem os franceses no caso de chover, trovejar e outros. Antigamente, nas questões de análise sintática os mestres sadistas adotavam textos de Os Lusíadas, poema que Camões escreveu na ordem inversa e exigia-se que os garotos descobrissem o sujeito, como se fossem xerloques ingleses em busca do assassino misterioso.

Grande tormento ainda está na aprendizagem do aumentativo dos nomes comuns. Não se agasalha a voz popular rica de sabedoria e que, com muito critério, diz, no linguajar do dia-a-dia, cartona, copão, pratão, e só em determinados e raros casos o povo se utiliza do grau analítico, jamais o sintético das excentricidades gramaticais, fugido à língua viva, para consentir na bocarra, manzorra e outras semelhantes. Nos chamados adjetivos pátrios ou gentílicos os discípulos vêem alma à luz do meio-dia pois devem meter na cachola dezenas de esquisitices, criadas pela fértil imaginação de fabricantes de livros de ensinança de bem falar e escrever a língua portuguesa e de professores carrancudos, vaidosos e truculentos. A meninada endoida-se e os pais enlouquecem em busca do adjetivo referente a quem nasce em Três Corações, pátria de Pelé. Para Jerusalém, registrou-se o adjetivo hierosolimitano, repudiando-se o bom jerusalenense. Nada mais, nada menos do que o samba do crioulo doido. E o latim? Tempos atrás atormentava-se o estudante com a língua de Cícero, cientifica, declinada, literária, polida, que Cícero rezava na ocasião da sua eloqüente e imortal oratória, latim que o célebre romano nunca usou na conversação com os amigos e familiares. Jamais, por através da leitura, os professores ensinaram que o português representa hoje o latim evoluído, transformado, e que continuará a transformar-se porque a linguagem humana constitui fenômeno social, não apenas fonético ou morfológico. Assim, sem a utilização da leitura diária sob orientação do mestre, os discípulos não podem entender que celeste provém de céu e que ovelha vale o diminutivo de ovis depois das alterações fonéticas sofridas. A escola tem priorado nos seus métodos confusos de ensino, com mestres despreparados que mal redigem o próprio pensamento. A adolescência e a mocidade, ao cabo de contas, encontram-se abandonadas da sociedade, mas revoltam-se, rebelam-se contra o desprezo e passam a hostilizar os símbolos da vida social, e hostilizam a inteligência, a pátria, com a linguagem sem higiene, reflexo da aprendizagem que recebem, reveladora de que a vida não deve ser séria, mas uma pândega, de que o linguajar dos cidadãos brasileiros dá exemplo, na cátedra, no comício e sobretudo nas novelas da TV em que a gente fica com vergonha da língua estropiada pelos indivíduos maus da pátria amada.


A. Tito Filho, 22/08/1990, Jornal O Dia

domingo, 25 de dezembro de 2011

DEZESSEIS BACHARÉIS

Foi bom. Passaram-se quarenta anos. Numa sala pequena, padrinhos e convidados espremidos, colaram grau, a 16 de dezembro de 1950, na antiga Faculdade de Direito do Piauí, dezesseis novos bacharéis, cada qual mais feliz do diploma conquistado. Presidiu a bonita solenidade o mestre de invulgar conceito Cromwell Barbosa de Carvalho, muito querido da comunidade teresinense. Eis a relação dos jovens da época, vitoriosos com a colação de grau e ricos de merecidos triunfos no correr dos anos: AFRÂNIO MESSIAS ALVES NUNES, professor, secretário da Educação, deputado estadual várias legislaturas, desportista, conselheiro do Tribunal de Contas, secretário do Trabalho, em cujo exercício se encontra. Prestou o juramento em latim em nome dos colegas de formatura. ALCEBÍADES VIEIRA CHAVES, juiz em comarcas do interior, atualmente desembargador do Tribunal de Justiça do Maranhão, que já presidiu. ESDRAS PINHEIRO CORREIA, promotor público, procurador da Justiça, membro do Colégio dos Procuradores de Justiça e do Conselho Superior do Ministério Público, corregedor geral do Ministério Público, agora no exercício de procurador-geral da Justiça. JOSÉ DE ARIMATHÉA TITO FILHO, professor e jornalista, escritor, diretor do Colégio Estadual do Piauí, secretário da Educação e da Cultura, desempenha as funções de procurador do instituto de previdência do Estado. Desde 1971 preside os destinos da Academia Piauiense de Letras. Orador da turma. JOSÉ BARBOSA, deputado estadual, prefeito de Altos, onde reside, em seguida promotor público. JOSÉ GUILHERME DO REGO MONTEIRO, advogado e procurador do Estado. MANOEL PAULO NUNES, alto funcionário do Ministério da Educação, secretário da Cultura no Piauí, escritor e membro da Academia Piauiense de Letras, desempenha o magistério universitário em Brasília. OMAR DOS SANTOS ROCHA, professor, advogado, criminalista, chefe do setor jurídico da Polícia Militar, funções que exerce no momento. Integrou a Força Expedicionária Brasileira na 2ª Guerra Mundial. RAIMUNDO EVERTON DE PAIVA, juiz de direito no Maranhão e desembargador do Tribunal de Justiça do referido Estado. SEBASTIÃO ALMEIDA CASTELO BRANCO, advogado e procurador de INPS em Fortaleza.

Os citados, com exceção dos indicados como residentes noutros cenários, assistem na capital piauiense.

Passo aos falecidos, saudosos companheiros: JOÃO LINO DE ASSUNÇÃO, advogado, morava na cidade maranhense de Caxias. CRISTOVÃO ALVES DE CARVALHO, faleceu como juiz de direito da comarca de Pio IX, no Piauí. JESUS DA CUNHA ARAÚJO, juiz de direito em Belo Horizonte, cidade onde se despediu da vida. MANOEL TEODORO DE SOUSA GOMES, professor e contador seccional do Ministério da Fazenda, em cujo exercício morreu. RAIMUNDO ACILINO PORTELA RICHARD, advogado, exercendo ainda, ao falecer, o cargo de advogado de ofício, correspondente a defensor público. ERNANI DE MOURA LIMA, deixou este mundo em elevadas funções no Banco Central da República.

Grandes mestres lecionaram a turma, à qual me incorporei no último ano do curso, quando regressei do Rio de Janeiro, antiga capital da República em que tive quatro anos de estudos, e regressei para assumir cargo federal. Não posso referir-me senão aos professores do 5º ano, como Clemente Fortes, o paraninfo dos concludentes, Edgar Nogueira, Ernesto Batista, João Martins de Moraes, Hélio Correia Lima. Mestres responsáveis, alunos vitoriosos.

Foi bom. Três ou quatro dias de festas dos novos bacharéis dessa época da mocidade. Ainda hoje, de vez em quando, os colegas se reúnem e comemoram o acontecimento. Está faltando a reunião agradável e alegre dos 40 anos.


A. Tito Filho, 16/12/1990, Jornal O Dia

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

MEU BOM AMIGO

Quem assina este artigozinho não era nem nascido quando se instalou em Teresina a primeira instituição de crédito, justamente o famoso Banco do Brasil, de empréstimos só para ricos e bem providos de avalistas seguros.

Na década de 1950, ingressei no magistério. Aulas no Colégio Estadual do Piauí, na Escola Normal, no Colégio São Francisco Sales e noutros educandários. Iniciava o trabalho às 7 da manhã, às 13 da tarde e às 18:30, boca da noite. Não me passava pela cabeça possuir automóvel. Ministrava quinze aulas por dia, correndo de um colégio para outro. Os professores ganhavam vencimentos de miséria, nos estabelecimentos oficiais como nos particulares. Por cima de tudo, os proprietários de casa de ensino e o governo efetuavam a paga do labor mensal sempre com atraso. Nem equilibrista de circo conseguia sustentar família por processos tão angustiosos. Os mestres recorriam a agiotas a fim de que vencessem dificuldades e aperturas. Os usuários concediam empréstimos na base de 10, 15 e 20 por cento, exploradores gananciosos, que enricavam depressa na exploração da miséria alheia. Dia de vencimento do vale, chamado de papagaio, o perverso judeu aparecia em busca dos juros para a concessão da nova esfola. Como outros colegas, cheguei a dever a três ou quatro desses sugadores da economia popular ao mesmo tempo. Busquei soluções e me informaram que o Banco Comercial e Agrícola do Piauí poderia salvar-me as finanças. Procurei o estabelecimento, num prédio modesto da rua Barroso, mais ou menos no meio do quarteirão iniciado hoje pela Câmara Municipal. Encontrei facilidade para conseguir cinco mil cruzeiros, desde que meu pai avalizasse o negócio. E assim se fez. Juros baixíssimos. Na época do pagamento, a bondade paterna fez a liquidação da dívida, sem contribuição minha de qualquer natureza.

Melhorei de vida com o correr dos anos. Surgiram oportunidades de outros empregos. Consegui consultoria jurídica na antiga Comissão de Abastecimento e Preços do Piauí. Quando necessitei outra vez do banco, já se havia transformado o conhecido Banco do Estado do Piauí, o BEP, em cujas salas ganhei alegrias e dissabores. Às vezes os empréstimos me eram creditados com rapidez, outras vezes a cousa enganchava. A vitória me sorria ao cabo das contas, pois uns oitenta por cento dos servidores do estabelecimento haviam sido meus alunos diletos e queridos. Alguns funcionários de mando e poder não gostavam de mim. Jornalista quase sempre de oposição a governos piauiense, natural que contra mim se manifestassem antipatias e perseguições. Cousas da vida. A política sempre se mostrou injusta e de má índole, sobremodo quando ela passa aos métodos enodoantes de politicalha. Não me abatiam as recusas. Minha persistência acabava por obter os pequenininhos empréstimos que minhas parcas rendas permitiam. No BEP, porém, estava a minha salvação. Às vezes, fui levado a declarar desaforos aos encarregados das carteiras de empréstimos e os ouvia também, com humildade. Voltava ao equilíbrio emocional e partia para novas rogativas e, ânimos serenados, os dinheirinhos ingressavam nos meus pobres bolsos.

Eu e o BEP somos um romance. Um romance de caracteres que se compreendiam, eu e o banco querido dos piauienses, uma instituição do povo, que salvava a verdureira, o professor quebrado e desenvolvia o trabalho de produção do homem.

Meu bom amigo, o BEP. Sempre meu amigo nas mais ingratas situações de quebradeira. Sem média de depósitos, sem imóveis, sem nada, quantas vezes o BEP me livrou do infortúnio do desconforto de minha família. E não acredito que o Piauí seja ingrato com uma casa miga, onde a bondade dos servidores, os grandes e os pequenos, sempre foram o recurso maior dos necessitados.

Um crime contra o povo o desaparecimento de meu bom amigo. De mim, estou de coração choroso, apertado de amargura. Que os homens tenham dignidade e restituam a vida de meu velho BEP.


A. Tito Filho, 30/07/1990, Jornal O Dia

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

CONSIDERAÇÕES

Criou-se a primeira Escola Normal do Piauí em 1864, no governo Franklin Américo de Meneses Dória, instalada em 1866, com 23 alunos. Destinava-se ao preparo de professores para o ensino primário. Extinta em 1867 e reaberta em 1871, anexa ao Liceu Piauiense, no Governo de Sousa Leão. Extinguiu-se outra vez em 1874, novamente reaberta no governo de Almeida e Castro, 1882. Nova extinção se deu em 1888, quando presidente da Província Raimundo José Vieira da Silva.

Em 1908, os intelectuais Antonino Freire, Matias Olímpio, Antônio da Costa Araújo Filho, Abdias Neves, Francisco de Morais Correia e Francisco Portella Parente criaram a Sociedade Auxiliadora da Instrução, com a finalidade precípua de instituir o ensino normal, com a denominação de Escola Normal Livre, cujo primeiro exame de admissão se efetuou em fevereiro de 1909. Assumindo o governo do Estado a 15-3-1910, Antonino Freire, no mesmo ano, criou, no lugar da primeira, a Escola Normal do Estado do Piauí, inaugurada no dia 15-5-1910. Faria agora 80 anos.

No século passado, a efêmera Escola Normal teve como diretores, que eu sabia, Manoel Ildefonso de Sousa Lima, Polidoro Cesar Burlamaqui e Teodoro Alves Pacheco.

A partir de 1910, dirigiram-na: Miguel de Paiva rosa (1910-1912), José Joaquim de Morais Avelino (1914), Francisco Portela Parentes (1915), Manoel Sotero Vaz da Silveira (1916-1918), João Alves dos Santos Lima (1919), João Pinheiro (1919-1922), Anísio de Brito Melo (1923-1926), Benedito Passos de Carvalho (1927-1933), Maria de Lourdes Martins do Rego Monteiro (1933-1945), Nantilde Rocha de Sá (1946), José Severino da Costa Andrade (1947-1948), Odilon Nunes (1949-1950), João Rodrigues Vieira (1951-1958), Oscar Olípio Cavalcanti (1959-1962), Afrânio Messias Alves Nunes (1962-1965), Raimundo Gonzaga de Freitas Mamede (1966-1967), Carlos Augusto Daniel (1968-1969), Maurício Camilo da Silveira (1970), Roberto Gonçalves de Freitas (1971-1975).

No período de 1971 a 1975 implantou-se o Instituto de Educação Antonino Freire, homenagem prestada à antiga Escola Normal, em 1947, no governo Rocha Furtado, quando esta passou a chamar-se Escola Normal Antonino Freire.

Nas décadas de 20, 30, 40 e 50 as normalidades eram uma festa nas ruas de Teresina. Bonitas quase todas. Farda elegante. Gestos educados. Gozavam de muito prestígio social. Os dois mais importantes cinemas de Teresina homenageavam-nas semanalmente. Aluna da Escola Normal, fardada, não pagava entrada. Marido de professora vivia quase sempre à custa da própria.

Talvez haja algum engano nos períodos dos diretores.


A. Tito Filho, 06/05/1990, Jornal O Dia